Repertório musical na Educação Infantil: música para crianças?

Jéssica Mami Makino

Resumo


Este trabalho é uma reflexão sobre o repertório musical a ser desenvolvido em sala de aula e uma análise das relações existentes entre o consumo de mercadorias e o consumo musical, descrevendo comportamentos de adultos e crianças, encontrando conexões entre seus gostos por produtos e por músicas comuns aos dois universos etários. Para isso, utilizamos categorias criadas pela filósofa Lydia Goehr para analisar um momento histórico para a produção musical, no qual se questiona a função da composição que, por uma linha é a vanguarda da técnica musical do século XX e, que por outra, é ferramenta de exercício político e de desenvolvimento do pensamento estético-crítico. Essas duas linhas são lidas neste trabalho no contexto do repertório desenvolvido na aula de música realizada na Educação Infantil, valendo-se de referenciais teóricos como Paulo Freire, Maria Rita Kehl, Oliver Sacks, Gisela Wajskop entre outros, para amparar a reflexão.


Referências


ADORNO, Theodor W. A arte é alegre? In: RAMOS-DE-OLIVEIRA, Newton; ZUIN, Antônio Álvaro Soares; PUCCI, Bruno (Orgs.). Teoria crítica, estética educação. Campinas: Unimep, 2001.

BASTIAN, Hans Günther. Música na escola. São Paulo: Paulus, 2009.

BENJAMIN, Walter. Reflexões: a criança, o brinquedo, a educação. São Paulo: Summus, 1984.

BOSI, Ecléa. Memória e sociedade: Lembranças de velhos. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes curriculares nacionais para a educação infantil / Secretaria de Educação Básica. Brasília: MEC, SEB, 2010. Disponível em: https://ndi.ufsc.br/files/2012/02/Diretrizes-Curriculares-para-a-E-I.pdf Acesso: 25/11/2019

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998. 3v. p. 45-53.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base nacional comum curricular. Brasília, DF: 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso: 25/11/2019

BRITO, Teca Alencar de. Música na Educação Infantil. São Paulo: Peirópolis, 2003. P. 35, 41-47.

BROUGÉRE, Gilles. Jogo e educação. Trad. Patrícia C. Ramos. Porto Alegre: Artes

Médicas, 1998.

CASZNÓK, Yara. A audição da música nova: uma investigação histórica e fenomenológica, Dissertação de mestrado em Psicologia da Educação.

Orientador: Prof Dr. Luís Cláudio de Mendonça Figueiredo. São Paulo: Pontifícia Universidade Católica, 1992.

Dança do Quadrado

Letra disponível em: http://letras.terra.com.br/sharon-axe-moi/1227126/

Acesso em: 28/11/2019

DINIZ, Lélia Negrini, DEL BEN, Luciana. Música na educação infantil: um mapeamento das práticas e necessidades de professoras da rede municipal de ensino de Porto Alegre. In: Revista da ABEM. Porto Alegre, V. 15, 27-37, set. 2006.

Diretoria de Orientação Técnica. Tempos e espaços para a infância e suas linguagens nos CEIs, creches e EMEIs da cidade de São Paulo. São Paulo: SME/ DOT, 2006. p. 77-82.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005.p.100-15.

Gisela Wajskop em entrevista à Revista E nº 78 - nov 2003 - ano 10.

GOEHR, Lydia. Political Music and the Politics of Music. In: The Journal of Aesthetics and Art Criticism, Vol. 52, No. 1, The Philosophy of Music. (Winter, 1994), p. 99-112.

Disponível em: https://www.jstor.org/stable/431589?seq=1#metadata_info_tab_contents Acesso: 25/11/2009

GUERRA, Terezinha, MARTINS, Mirian Celeste, PICOSQUE, Gisa. Didática do ensino de arte: a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 1998.

ILARI, Beatriz, BROOCK, Angelita. Música e educação infantil. Campinas, SP: Papirus, 2013.

KEHL, Maria Rita. A fratria órfã. São Paulo: Olho d’água, 2008.

KISHIMOTO, Tizuko Morchida. Anotações das aulas da disciplina Brinquedos e Brincadeiras na Educação Infantil FE-USP, 1º. Semestre de 2010.

MAFFIOLETTI, Leda de Albuquerque. Práticas musicais na escola infantil. In: CRAIDY, Carmen Maria, KAERCHER, Gládis Elise P. da Silva (Orgs.). Educação Infantil: para que te quero? Porto Alegre: Artmed, 2007.

Revista Scientific American Brasil. Nikhil Swaminathan. Fato ou ficção: Bebês que escutam música clássica ficam mais inteligentes?

Disponível em: http://sciam.uol.com.br/fato-ou-ficcao-bebes-que-escutam-musica-classica-ficam-mais-inteligentes/

Acesso em: 28/11/2019

ROSSET, Joyce Menasce, RIZZI, Maria Ângela, WEBSTER, Maria Helena. Educação infantil: um mundo de janelas abertas. Porto Alegre, RS: Edelbra, 2017.

SACKS, Oliver. Alucinações musicais: relatos sobre música e cérebro. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

SÃO PAULO (SP), Secretaria Municipal de Educação. Diretoria de Orientação Técnica. Orientações curriculares: expectativas de aprendizagens e orientações didáticas para Educação Infantil. São Paulo: SME/ DOT, 2007. p. 120-5.

SHARON ACIOLY – verbete do Dicionário online Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Disponível: http://dicionariompb.com.br/sharon-acioly/dados-artisticos . Acesso: 28/11/2019

SUZUKI, Shinichi. Nurtured by love: the classic approach to talent education. Trad.: Waltraud Suzuki. Miami, Fl: Warner Bros. Publications Inc., 1983.

WAJSKOP, Gisela. Palestra proferida no IX Congresso e Feira de Educação Saber 2005. De 2 a 4 de setembro de 2005.


Texto completo: PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.